As seguradoras em Portugal estão a acelerar as peritagens às casas e empresas que foram atingidas pela tempestade Kristin. Com o aumento dos danos, as companhias de seguros já iniciaram o pagamento de indemnizações. No entanto, a Associação Portuguesa de Seguradores (APS) destaca que uma parte significativa dos danos não está coberta pelos seguros, especialmente na habitação. Isto leva à proposta de criação de seguros climáticos obrigatórios para residências e empresas, além da necessidade de um “Fundo de Catástrofes” gerido pelo Governo.
Em resposta aos estragos causados pela tempestade Kristin, José Galamba de Oliveira, presidente da APS, defendeu duas medidas essenciais para aumentar a proteção contra os fenómenos climáticos extremos:
- Alargamento da obrigatoriedade de seguro climático nas habitações e outros edifícios (não apenas para risco de incêndio em casas de propriedade horizontal). No entanto, as seguradoras muitas vezes hesitam em segurar propriedades em áreas de maior risco climático na Europa.
- Criação do Fundo de Catástrofes pelo Governo: segundo a APS, este fundo “poderia oferecer uma proteção adicional às pessoas e aumentar a resiliência do país em face destas catástrofes, sendo um componente vital para garantir que seguros sejam acessíveis a preços justos”.
A possibilidade de estabelecer um Fundo de Catástrofes depende agora do Governo. A proposta sugere que este fundo seja alimentado tanto pelas seguradoras quanto pelo Estado, criando assim um apoio financeiro para aqueles que sofreram os efeitos de catástrofes extremas, além de garantir a sustentabilidade do setor segurador.
Se estas medidas forem implementadas, muitas podem ser as melhorias na proteção das propriedades e vidas dos cidadãos em Portugal. A questão não é apenas financeira, mas também uma reflexão sobre a importância de estar preparado para enfrentar eventos climáticos que, cada vez mais, deixam marcas profundas na sociedade.
É fundamental que a população esteja atenta a estas propostas e participe nas discussões sobre como se preparar melhor para o futuro. A segurança e a proteção das nossas casas e bens essenciais estão em jogo, e nunca foi tão importante a introdução de mecanismos que garantam que todos estamos protegidos contra os efeitos das alterações climáticas.
A tempestade Kristin não foi apenas um evento meteorológico, mas um alerta sobre a vulnerabilidade das nossas infraestruturas e a necessidade de adaptar as nossas políticas de seguros para um mundo em mudança. O que está a ser feito agora pode fazer toda a diferença no futuro.