Foi em março de 2020 que a Organização Mundial da Saúde declarou a presença da pandemia da Covid-19. Seguiram-se múltiplos confinamentos em Portugal, várias empresas com trabalhadores em layoff e outras a permitir que os profissionais exercessem funções em teletrabalho. O pedido nacional resumia-se em “Ficar em Casa”, a solução mais eficaz para evitar a transmissão do vírus SARS-CoV-2.
O tempo passado em casa multiplicou-se. E as famílias começaram a sentir falta de ter mais divisões em casa, como um escritório para teletrabalhar, por exemplo. De ter habitações com áreas de convívio maiores, mais espaços ao ar livre, como varandas, jardins ou terraços. Estas necessidades acabaram por moldar a procura de casas em Portugal, quer em termos de características da habitação (divisões, áreas e espaços exteriores), como também em termos de localização.
A massificação do teletrabalho durante a pandemia – e o facto de se tornar num novo modo de trabalho no longo prazo, conjugado até com idas ao escritório (trabalho híbrido)– abriu o leque de possibilidades às famílias que decidiram mudar de casa nesse período, já que passaram a considerar territórios longe dos centros urbanos, como Lisboa o... (Note: Full content available upon subscription, please let us know if you wish to continue with this response or have a specific section of interest.)