O Open House Porto regressa nos dias 5 e 6 de julho para uma edição especial, com visitas gratuitas a mais de 70 edifícios nas cidades da Maia, Matosinhos, Porto e Vila Nova de Gaia, 20 dos quais são novidades.

A celebrar uma década desde a primeira edição, em 2015, o evento — que acontece no próximo fim de semana — convida o público a explorar mais de 70 espaços, incluindo alguns dos locais mais marcantes das últimas nove edições.

“Em cada edição temos sempre um conjunto de edifícios que continuam a ter muita procura. Em Matosinhos, são exemplo as primeiras quatro casas do arquiteto Álvaro Siza, a Casa da Arquitectura e o Museu Vivo das Conservas Pinhais. No Porto, destacam-se a Casa sobre o Douro, a Reitoria da Universidade do Porto e o Centro Português de Fotografia”, salientou o diretor executivo da Casa da Arquitectura, Nuno Sampaio.

Em Gaia, o curador destaca as Caves do Vinho do Porto, os Estúdios da RTP e a Ponte de São João, que “é um dos dois espaços do roteiro que só pode ser visitado mediante marcação”. “Eu, inclusivamente, nunca a consegui visitar ao longo dos anos”, revelou.

Dos mais de 70 espaços que abrem portas nesta edição, 20 são novos, muitos concluídos nos últimos cinco anos.

É o caso do Edifício de Habitação Circunvalação I (Maia), de António Morgado, que apresenta “uma estrutura marcada por uma quadrícula de varandas nas fachadas, criando um ritmo de vazios e sombras”.

Contamos também com o edifício da Lipor (Maia), onde os visitantes poderão compreender o tratamento de lixo na Área Metropolitana do Porto, o Colégio Efanor (Matosinhos), parceiro nesta iniciativa pela primeira vez, o Estádio Universitário do Porto, o Centro Cívico de Águas Santas (Maia) e o Edifício Árvore do Atelier Pedra Líquida (Porto).

Novidades, Programação e Futuro do Evento

Em Matosinhos, Nuno Sampaio destaca ainda a Casa Roberto Ivens, remodelada em 1961 pelo arquiteto Siza Vieira e reconvertida para acolher a primeira sede da Casa da Arquitetura em 2009, também pelo mesmo arquiteto.

Esta edição traz o alargamento do horário de visitas a espaços como a Livraria Lello (Porto), o centenário guindaste do Terminal de Leixões — o Titan, e à Piscina da Marés, o que proporcionará mais oportunidades para os visitantes.

O programa inclui visitas livres, acompanhadas por voluntários ou comentadas por especialistas, e iniciativas especiais como os programas Caleidoscópio e Plus, que promovem o debate em torno da arquitetura e da cidade.

Outra novidade é a atividade “Open Office”, que pretende aproximar o público da realidade dos arquitetos, com quatro ateliers de arquitetura a abrir as suas portas no dia 5 de julho entre as 18h00 e as 20h00.

Este ano, haverá visitas guiadas em inglês, com o objetivo de atrair um público internacional, junto com o Turismo de Portugal.

Para celebrar a décima edição, haverá programação paralela com performances de dança, concertos e DJs.

Um olhar sobre as nove edições anteriores mostra o crescimento do evento, com cerca de 11 mil participantes no primeiro ano, e um total de 70 espaços em 2019, antes da pandemia. Em 2022, já no pós-covid, os visitantes ultrapassaram os 25 mil, embora tenha havido uma descida nos últimos anos.

No total, o evento contabiliza mais de 200.231 visitas ao longo dos anos, com a colaboração de 1.962 voluntários e 695 arquitetos.

O futuro do Open House Porto é promissor e a equipa já está a trabalhar para oferecer experiências ainda melhores a todos os visitantes.